O amor: pilar da família

O amor existe no ser humano, mas também nos animais e nas plantas, de uma forma espontânea, para simples sobrevivência da espécie. No homem e na mulher, no entanto, esse instinto de sobrevivência converte-se em expressão livre do amor entre ambos. A sexualidade humana é por isso, a expressão do amor mútuo entre homem e uma mulher. Não podemos, contudo, reduzir a sexualidade apenas a uma parte da pessoa, porque ela diz respeito a pessoa integral. Pensamos, agimos, sentimos e amamos como homens ou mulheres. Ao contrário do que acontece com os animais, que se encontra apenas para a sobrevivência e manutenção da espécie, os encontros sexuais entre um homem e uma mulher são muito mais do que meros encontros fisiológicos. Fazem parte de uma história pessoal, com um passado, um presente e um futuro, em que as opções tomadas influência a sua realização e felicidade. É algo de enorme responsabilidade. O casamento ou matrimonio da origem a uma das mais belas maravilhas da humanidade- a família, que consiste na existência de duas pessoas que, vivendo juntas, formam uma comunidade, partilhando a mesma casa, as alegrias e as tristezas…  É uma comunidade de vida alicerçada no amor. A comunidade familiar não pode possuir outro tipo de fundamento que não seja o amor. A sua base não pode ser o interesse, a conveniência, o dinheiro ou a comodidade, sob pena de hipotecar a felicidade do casal e dos filhos. E como o amor é estruturalmente fecundo, a família inclui a abertura à vida: os filhos são parte constitutiva da comunidade familiar.

O amor humaniza a sexualidade

As relações sexuais e a erotização são partes integrante da sexualidade, mas é demasiadamente redutor confundir sexualidade com relações sexuais. Somos um corpo sexuado, preparado para responder a estímulos de natureza afetiva e sexual e para procurar o prazer e bem-estar emocional. A sexualidade, como dimensão humana e relacional, é um elemento essencial na formação da identidade global, da autoestima e da relação com os outros. A sexualidade, que na adolescência se manifesta de forma brusca e acelerada, é determinada pelo processo continuo de socialização de cada pessoa, através de aprendizagem e interações realizadas em todos os círculos da vida a que pertencemos: contexto familiar, grupo de pares… É a assunção de valores éticas que nos permite agir por nós próprios, assumir opções conscientes e responsáveis, reconhecendo na sexualidade uma fonte da vida e do amor para as relações interpessoais e para realização pessoal. Viver a sua sexualidade de forma autêntica é, do ponto de vista, viver a partir do amor como doação de si mesmo ao outro: Sem este problema, a sexualidade fica desvirtuada. O que se apresenta a seguir são posições externos. Na realidade, as situações situam-se muitas vezes a meio caminho entre estas duas posições.

O amor é uma energia que nos motiva a procura de mais amor, contacto, ternura, intimidade. Manifesta-se de modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; E ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual. Ela influencia os nossos sentimentos, ações e interações e contribui para a nossa saúde física e mental. O amor afeta todos os aspetos da pessoa humana, na unidade do seu corpo e da sua alma. Diz respeito particularmente à afetividade, á capacidade, de amar e de procriar e á aptidão de criar laços.


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